Por que a Ford investe na Argentina enquanto fecha fábricas no Brasil?

Entenda por que o Brasil foi preterido para uma economia mais frágil como a Argentina

           

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Sobre o episódio da Ford no Brasil, é um caso lamentável e que coloca fim á um império centenário em nosso país. Sua partida nos deixa 5 mil desempregados como herança, trabalhadores diretos que perderam o seu trabalho com o encerramento das atividades no Brasil.
A Ford, foi a primeira empresa que possibilitou o acesso ao automóvel por uma pessoa comum, implantando uma linha de produção que reduziria custos e tempo de produção de um veiculo de sua marca, conseguindo reduzir o preço final para o consumidor e possibilitando algo que fosse acessivel para todos.
Henry Ford, implantou o Fordismo. O Fordismo é um conceito utilizado por empresas até os anos de 1970 e foi substituído pelo Toyotismo, e é estudado em faculdades de Administração de Empresas, Engenharia da Produção, Economia e áreas afins. Esse conceito foi responsável pela produção do modelo "Ford T", com milhões de carros produzidos e comercializados. Era praticamente tudo automatizado e padronizado, onde o trabalhador executava apenas uma função, sobre o trabalho repetitivo, foi retratado no filme "Tempos Modernos", tendo Charles Chaplin como ator principal nessa obra conhecida até hoje.
Para resumir, a Ford não é uma empresa com administração ruim e nem despreparada. O encerramento de suas atividades no Brasil, não é algo pensado de última hora, pois a mesma apresentava prejuízos em algumas linhas de produção. Não acredito que seja pela vinda de carros elétricos e pelo crescimento da Tesla, pois o mercado brasileiro se torna inviável ao produto de Elon Musk, por seu preço e inviabilização. A Tesla em si, não é uma empresa lucrativa, a valorização da mesma se deve pela alta especulação de mercado em torno de suas ações, o valor de mercado da empresa, pode ser maior que o valor de mercado de várias outras do mesmo ramo juntas, mas em termos de lucro liquido, a empresa tem prejuízos milionários. Posso arriscar em dizer que o Brasil, jamais terá um carro Tesla como principal entre os mais comprados.
E a saída da Ford do Brasil, mostra o quanto o nosso país precisa de politicas incentivadoras e que facilite a vinda e permanência de empresas em nosso país. Nossa industrias pararam no tempo, nossas empresas mais valorizadas, são subsidiarias de corporações internacionais, precisamos de politicas que valorize e crie espaço de competição justa para empresas nacionais, 100% brasileiras, para que possamos ter uma concorrência justa, aumento de renda para o povo e reconhecimento internacional dos produtos fabricados no nosso Brasil.
Patrick Henrique Borba
12 de janeiro de 2021


Segundo o consultor da ADK Paulo Garbossa, especializado no setor, o Brasil deveria ter focado em picapes e SUVs, que são os queridinhos dos consumidores há algum tempo, e, também, em resolver a bagunça tributária. De repente, assim, a Ford teria ficado por aqui. Mas o fato de os custos fixos no país vizinho serem mais baixos, como os gastos com a mão de obra, também pode ter pesado na decisão.

Um estudo da Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostra que um carro no Brasil paga entre 48,2% e 54,8% de taxa, levando todos os impostos como ICMS, ISS, PIS e Cofins (e o efeito cascata embutido nele).

“Entendemos que a decisão está alinhada a uma estratégia de negócios da montadora. Mas, o ambiente de negócios é um dos fatores que pesam no momento de decisão sobre onde permanecer e onde fechar", disse Carlos Abijaodi, diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI.

Outras empresas podem seguir esse caminho da Ford? Para Antonio Jorge Martins, economista e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), não. O caso da Ford, segundo ele, é muito específico.

“A estratégia da Ford é focar em sua produção de carros com tecnologia mais sofisticada. Outras fábricas e montadoras têm foco outros nichos”, diz Martins. “E em níveis de produção, há plena capacidade da indústria brasileira de ocupar esse espaço vazio pela Ford.”

A General Motors, provavelmente, vai querer um pedaço dessa fatia que a Ford vai deixar para trás. Na semana passada, ela anunciou que irá retomar em 2021 o planejamento que previa investir R$ 10 bilhões em suas fábricas no país pelos próximos cinco anos, destinados à inovação e também à produção de modelos ainda inéditos no Brasil.


Por Marcos Faria

“Entretanto, os nossos economistas, os de lá também, dizem que tudo isso foi "crescimento artificial" produzido por décadas passadas no Brasil... kkkkkkkkkkkkkkkkkkk Os nossos economistas, os de lá também, só não dizem o que revela a teoria econômica "do cobertor curto"... kkkkkkkkkkkkk Querem fazer reforma tributária, mas não querem e/ou não podem reduzir arrecadação. A não ser que seja para reduzir o tamanho do Estado (reforma administrativa). Porém, se reduz o tamanho do Estado como vai atender mais da metade do povo brasileiro que sobrevive em condições deploráveis aos olhos do mundo civilizado e desenvolvido? Não querem tributar grandes fortunas e heranças. Contudo, 61% de todo desenvolvimento econômico no Brasil - período de 2003 a 2015 -, foi abocanhado por 10% mais ricos. Já dizem que será necessário realizar uma nova reforma previdenciária e ainda não conseguiram sequer exterminar os brasileiros e brasileiras que não irão mais se aposentar com a última reforma. A última reforma trabalhista só precarizou ainda mais as relações de trabalho (trabalho intermitente e informal) e não criou vagas de trabalho, conforme havia sido prometido. O salário mínimo de 2021 é surreal mesmo tendo sido reajustado pela "inflação" ou se tivesse tido aumento real que não fosse de 363,64% (valor para que um cidadão pudesse ter um vida minimamente digna). Mesmo sendo surreal (R$1100), mais da metade da população ativa brasileira, antes da pandemia, tinha "renda" per capita de R$403. Um pouco mais de 65 milhões de brasileiros, a partir de janeiro 2021, deixarão de receber o benefício que era de R$600 e passou para R$300. Sem contar nesse bolo os mais de 14 milhões de desempregados que podem aumentar essa nefasta estatística quando começarem a procurar emprego em 2021 com a vacinação e controle da pandemia... Perguntem aos nossos economistas, os de lá também, como se resolve isso... Perguntem também como se cresce economicamente sem ser de forma artificial para resolver essa tragédia social brasileira, também de décadas passadas e, quiçá, de séculos... Passa década, entra década e o "bolo" só cresce e é repartido para os abastados. Porém, perguntem mais uma vez o que é a teoria econômica do "cobertor curto" do capitalismo e, principalmente, dos países de capitalismo periférico... kkkkkkkkkkkkkkk A racionalidade econômica vigente e hegemônica não privilegia o bom viver de toda a humanidade. Essa lógica faz com que toda a humanidade trabalhe e/ou sobreviva para satisfazer o bom viver de poucos humanos, "super-humanos" ou os cidadãos de primeira classe... Independentemente de ser mais social ou mais neoliberal, essa é a lógica...”



É muito fácil responder, o Brasil possui atualmente uma das maiores cargas tributárias do mundo, atingindo quase 40% do Produto Interno Bruto (PIB) e elevando, dessa forma, o custo dos produtos e serviços nele produzidos. Na recente história do Brasil, os governos, de uma maneira geral, têm adotado medidas que elevaram a carga tributária. Portanto os tributos se constituem numa forma de transferência de recursos da sociedade para o governo; influenciam no comportamento dos agentes econômicos, ou seja, nas decisões desses agentes no que diz respeito ao uso de seus recursos, podendo causar, por vezes, ineficiência na alocação dos recursos como resultado de escolhas que não representam as melhores para a sociedade!


A GM anunciou que irá retomar em 2021 o planejamento que previa investimentos de R$ 10 bilhões em suas fábricas no país pelos próximos cinco anos, destinados à inovação e também à produção de modelos ainda inéditos no Brasil.
Também faz parte do plano a ampliação da oferta de novas tecnologias nos veículos produzidos pela montadora no país, o que inclui o assistente virtual OnStar e a opção de wi-fi roteado pelo carro.

O plano já havia sido anunciado no começo de 2020, mas acabou não indo para frente com o avanço da pandemia do novo coronavírus e seus impactos sobre a economia.

Mesmo com uma forte recuperação nos últimos meses, a produção nacional de veículos encerrou o ano passado com um queda de 31,6%, de acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Isso levou a indústria automobilística brasileira de volta aos seus patamares de 2003.


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